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Sobre inchaços, edemas e suas principais causas…

Edema é o nome que se dá ao inchaço localizado em alguma parte do corpo. Os edemas mais conhecidos são os que ocorrem nas pernas, mas podem ocorrer em qualquer local e estar relacionados a várias doenças.

Como surge o edema

Ao contrário do que se pode imaginar, os vasos sanguíneos não são impermeáveis. Eles possuem poros que permitem a entrada e a saída de células, bactérias, proteínas e água. O inchaço ocorre quando há uma saída excessiva de líquidos dos vasos para um tecido. A perna fica inchada quando os líquidos que deveriam estar dentro dos vasos sanguíneos ou linfáticos extravasam e se acumulam abaixo da pele, no tecido subcutâneo.

Principais causas

1) Inflamação: quando existe um processo inflamatório, os vasos sanguíneos próximos a este local tornam-se mais permeáveis para facilitar a chegada das células de defesa. Porém ocorre também um extravasamento de líquidos para os tecidos ao redor e forma-se o edema.  Podemos observar essa situação em traumas, infecções e processos alérgicos.

2) Aumento da pressão hidrostática: pressão hidrostática é a pressão que a parte líquida do sangue exerce sobre as paredes dos pequenos vasos, os capilares. Com o aumento da pressão, o líquido tende a extravasar, formando o edema. Essa pressão pode aumentar por excesso de água dentro dos vasos, como ocorre nas doenças renais, ou por dificuldade no retorno do sangue ao coração, como acontece na insuficiência venosa e na trombose venosa profunda. Nesses casos, além do inchaço, é comum haver também um escurecimento da pele, que ocorre pelo extravasamento de alguns pigmentos do sangue.

Em geral, o edema surge e piora quando o paciente fica muito tempo em pé e tende a desaparecer após algumas horas deitado. Por isso é comum o paciente acordar sem edemas, mas ao final da tarde já ter as pernas inchadas.

Essa pressão nada tem a ver com a hipertensão arterial, que é a elevação da pressão nas artérias.

3) Redução da pressão oncótica: a pressão oncótica está relacionada à concentração de proteínas no sangue. Quando o paciente tem uma baixa concentração de proteínas, a tendência é que a água extravase do sangue para os tecidos. Algumas doenças como a cirrose, a desnutrição e a síndrome nefrótica provocam a diminuição das proteínas sanguíneas, levando a formação de edemas. Nesses casos, o inchaço costuma ser generalizado.

4) Linfedema: é o edema de origem linfática. Ocorre por obstrução ou falência dos vasos linfáticos. O linfedema é comum em algumas doenças, como a elefantíase, os cânceres e a obesidade mórbida. Pode ocorrer também após traumas e fraturas nos membros devido a lesão associada dos vasos linfáticos regionais. Edema de origem linfática também é comum nos braços de pacientes que fazem cirurgia das mamas com retirada dos gânglios das axilas.

5) Edema sem causa aparente ou idiopático: Ocorre principalmente em mulheres jovens e sadias, normalmente no período menstrual. Também está associado à obesidade e à depressão. A origem desse edema ainda não foi totalmente esclarecida, mas acredita-se que seja uma associação de retenção de líquidos com aumento da permeabilidade dos vasos.

Um dos maiores erros ao se tratar um edema é achar que diuréticos devem sempre ser prescritos. Os diuréticos só devem ser utilizados sob recomendação médica. Se o paciente tem trombose, edema linfático, infecção ou qualquer outra causa que o mecanismo principal não seja retenção de sal e líquidos, os diuréticos podem fazer mais mal do que bem.

O mais importante, antes de indicar um tratamento, é entender a causa e os mecanismos envolvidos na formação do inchaço. Isso só poderá ser feito pelo seu médico!

Fonte: Reprodução parcial de artigo publicado no site MD. Saúde

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